“Eu não acredito no pra sempre, em eternidade. Acredito que tudo tem um fim. Nada pode ser para sempre. Tudo uma hora muda. Uma hora você vai se apaixonar, fazer promessas e querer viver para sempre com apenas uma pessoa. Mas isso não existe. Nem nós seremos o mesmo para sempre. Ninguém vai querer morar com a mãe a vida inteira. Ninguém vai querer voltar para casa pelo mesmo caminho. Chega uma hora que nossos hábitos, gestos, atitudes, manias, simplesmente mudam. E com o amor, a mesma coisa. Amor é amor. Quando a gente ama alguém, só pensa nela, só queremos estar com ela e aí surge o casamento e aquele monte de coisas que acontecem, mas aí conseguimos tudo e tudo começa a perder a graça. Começamos a querer outras coisas e precisamos deixar coisas para trás… Pessoas são assim, sempre a procura de coisas novas, lugares novos, cheiros novos, comidas novas, todo mundo quer viver. Somos capazes de enjoar de nós mesmo, e por que que isso não podemos enjoar de alguém? Chega uma hora que rotina enjoa, se torna completamente sem graça, tediosa e cansativa. Pra sempre é uma frase tão forte para pronunciarmos. Talvez, o pra sempre só existe na lembranças. Por que, sempre tem um amor que vai ficar na lembrança, que não esqueceremos. Nem nos tempos que morávamos com os pais, que tínhamos hora para voltar pra casa, no tempo que sempre que precisarmos teríamos alguém para abraçar e para se refugiar do que nos atingi. Mas chega uma hora que precisamos voar sozinhas, e aprendermos a sermos o nosso próprio refugio e não precisar de mais ninguém…”
Desnortiada. (via desnortiada)